O uso do flare em aeronaves civis: Válido ou não?

flare é uma contra medida de defesa utilizada por aviões militares para evitar que sejam atingidos e derrubados por mísseis superfície-ar (disparados de bases em terra ou a partir de navios), ou também de mísseis ar-ar (disparados de aviões inimigos).

flare consiste em uma espécie de projétil, em forma de tubo, que contêm materiais químicos que entram em ignição ao entrar em contato com o ar, emitindo luz e calor, de uma forma muito parecida com os sinalizadores de emergência (veja foto abaixo, de um C-130 Hércules da Força Aérea dos Estados Unidos, lançando flares.)

flare

Se o radar de uma aeronave detecta um míssil que foi disparado e está se dirigindo contra ela, o piloto aciona os flares. Uma vez que boa parte dos mísseis terra-ar e ar-ar são projetados para se orientarem pelo calor produzido pelos motores da aeronave-alvo, o flare, emitindo calor e luz, “engana” o sistema de orientação do míssil, que acerta o flare ao invés de acertar a aeronave, que faz uma manobra evasiva para se manter a uma distância segura da explosão.

Inicialmente, o flare, como dito antes, foi projetado para ser usado por aviões militares, que, por razões óbvias, têm muito mais chances de serem alvo de mísseis inimigos do que aviões civis. Porém, como já foi mostrado no material do comitê, em alguns casos, aeronaves civis, notadamente aeronaves comerciais, já foram abatidas por voarem em zonas proibidas ou de conflito, ou também por entrarem acidentalmente no espaço aéreo de alguns países sem autorização.

Depois que terroristas tentaram sem sucesso abater com foguetes terra-ar um Boeing 757 da empresa aérea israelense Arkia, que pouco antes havia decolado da cidade Mombasa, no  Quênia, em 2002, a El Al, a principal empresa aérea israelense, decidiu em 2004 instalar flares em suas aeronaves, que costumam sobrevoar alguns territórios de risco para aeronaves israelenses, onde operam grupos extremistas anti-Israel.

O sistema de flares utilizado pela El Al foi batizado de “Flight Guard“, e funciona de modo automático.O “Flight Guard” possui um sistema de radar que, quando detecta um míssil inimigo em direção à aeronave, dispara os flares automaticamente, sem a ação do piloto. O sistema foi desenvolvido pela companhia estatal israelense Israel Military Industries, e pela ELTA, que pertence à Israeli Aircraft Industries (IAI). O sistema, apesar de eficiente, não consegue proteger a aeronave de mísseis guiados por radar, que se orientam por meio dos sinais de radar emitidos pela aeronave-alvo.

Esta medida,  adotada pela El Al, contudo, gerou polêmica. Alguns países europeus, como a Suíça, proibiram as aeronaves da El Al equipadas com o “Flight Guard” de operarem em seu território, sob pena de serem retidas nos aeroportos suíços.As autoridades europeias de aviação alegam que, por se tratar de um sistema automático de lançamento de flares, o mesmo pode falhar, num alarme falso, o que ocasionaria o lançamento dos flares sobre os principais aeroportos europeus, o que resultaria no comprometimento da segurança das operações dos mesmos. As autoridades europeias argumentam também que o risco de ataques com mísseis contra aeronaves israelenses em território europeu é muito baixo, considerando tais medidas de defesa desnecessárias.

O então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, incentivou as pesquisas para o desenvolvimento de sistemas semelhantes para as aeronaves estadunidenses, mas analistas dizem que ele também tinha a opção e equipar os aeroportos  com sistemas de defesa antimísseis.

Aí, fica a questão: Sistemas de flares  podem ser utilizados também por aeronaves civis?

Fontes:

http://usatoday30.usatoday.com/travel/flights/2006-02-16-anti-missile-airline-system_x.htm

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-3221013,00.html

http://edition.cnn.com/2004/WORLD/meast/05/24/air.defense/

Equipe OACI

 

 

MINIONU: Com que roupa eu vou?

Os delegados que já participaram do MINIONU sabem como é. Mas essa dica é muito importante para ajudar e a tranquilizar os delegados que estão participando pela primeira vez do evento: como se vestir para o MINIONU?

 

Bom, no MINIONU, como todos já sabem, simulamos ambientes diplomáticos. E uma das características de um ambiente diplomático são as roupas adequadas. E neste caso, o ideal é que os delegados venham com roupas mais formais. O ideal é que os rapazes venham de terno, mas não é obrigatório. Quem não tiver, uma camisa e calça social, e sapatos, já está de bom tamanho. Só não vale vir informal demais, como por exemplo, bermuda e camiseta. Já as moças, que possuem, costumam vir de terninho ou tailleur. Se quiserem, pode vir também com um vestido mais discreto. E, para evitar comentários, evitem usar roupas com muito decote ou muito justas, como minissaias muito curtas, que destacam muito a silhueta.  Mas não precisam se produzir tanto não.  É recomendado que as meninas também não usem uma maquiagem muito chamativa. Quanto aos sapatos, podem usar algum que seja um pouco mais formas, seja com salto ou não. Meninas, se quiserem, podem levar havaianas para usar durante os intervalos das sessões, como o almoço, por exemplo. Enfim, não tem muito mistério não. Para resumir para tolo mundo as dicas, numa frase só: Vistam-se como se vocês fossem trabalhar num escritório. Com certa formalidade, mas sem exageros.

Os delegados de países árabes, se quiserem, podem vir vestidos com as roupas típicas dos países da região (aquela túnica, chamada galabia usada junto com um pano na cabeça, o kaftan, pesquisem no Google). As delegadas de países muçulmanos, se quiserem podem vir com um lenço ou véu cobrindo a cabeça. (Pesquisem no Google imagens a palavra “hijab”, se quiserem ver como é.) Delegados ou delegadas de países africanos (exceto os do norte da áfrica), podem vir com aquelas roupas coloridas e floridas que eles usam (as roupas das mulheres geralmente são uns vestidões todos coloridos, e a dos homens parece um pijama). Alguns delegados de países orientais,  vêm para o MINIONU com roupas típicas, mas isso não é comum (como os delegados do Japão, que vêm com kimono. Mas é um kimono para usar no dia a dia, e não aqueles brancos utilizados por quem pratica artes marciais orientais, como o judô e o karatê). Enfim, é isso.

Bom, é isso. Não tem muito mistério não. Qualquer dúvida, entrem em contato!

É isso aí, delegados, se preparem, que o embarque para o MINIONU está se aproximando!

Equipe OACI

Como produzir documentos?

Delegados,

Quem já participou antes do MINIONU ou de outras simulações sabe que uma das atividades que os delegados fazem, e que é essencial para as negociações, é a produção de documentos durante as sessões do comitê. Para quem nunca participou de simulações, ou mesmo para alguns que já participaram, redigir documentos é um bicho-de-sete-cabeças, um pânico total. Mas calma! Não é complicado não! Este post do blog é um guia para vocês sobre como escrever documentos durante as sessões do comitê.

São três os tipos de documentos que se trabalham no comitê, conforme já descrito no Guia de Regras: documento de trabalho, proposta de emenda e resolução. A forma de escrita dos mesmos é mais ou menos parecida, apenas a resolução tem mais algumas coisas, justamente por ser o documento mais importante. No fim do post, há o exemplo de uma resolução para o nosso comitê, que vocês podem olhar para ver como é.

Para documentos de trabalho e propostas de emenda, tais formalidades não são necessárias. Nos documentos de trabalho, vocês, delegados,  só deverão escrever a que tópico o documento se refere, seguido da proposta. O mesmo vale para a proposta de emenda, lembrando que existem três tipos de propostas para elas: Propostas de inclusão, exclusão e alteração. Há também exemplos de propostas de emendas no arquivo, junto com a proposta de resolução. As anotações em cores diferentes são instruções.

Confiram e vejam como é. Em caso de dúvida, entrem em contato!

Como redigir documentos

Bons estudos!

Equipe OACI

Como elaborar um Documento de Posição Especial (D.P.O)

 

Delegados,  aqui vão algumas dicas para vocês prepararem seus respectivos DPO’S:

O que é um DPO?

O Documento de Posição Oficial (DPO) é um documento impresso entregue à Mesa Diretora no primeiro dia de debates. Nele, cada representação explicita e detalha sua posição a respeito do tema a ser discutido no comitê. Dessa forma, um bom DPO deixa claro o posicionamento oficial de determinada representação, bem como suas propostas e expectativas de resolução.

Lembre-se: o Documento de Posição Oficial busca explicitar o posicionamento de uma representação, independentemente das opiniões pessoais do delegado que a representa. Ou seja, digamos que você discorde de uma determinada medida que o seu país propõe. Ainda assim você deve colocá-la no seu DPO e defendê-la durante os debates! O nome do documento não é Documento de Posição Pessoal, então uma boa pesquisa é importante para a redação de um DPO decente.

 

É obrigatória a entrega do DPO?

Sim. Cada delegado deverá entregar o seu DPO impresso para a Mesa Diretora no primeiro dia de simulação. A Mesa sugere que os delegados tenham uma cópia do DPO salva no computador ou em um pendrive, para eventuais imprevistos.

 

Qual é o formato do DPO?

A rigor, o mais importante é lembrar que o DPO não pode ultrapassar o tamanho de uma página. No entanto, existem outras recomendações estruturais que fazem do seu DPO um documento elegante.

  • Insira um pequeno cabeçalho contendo o nome do delegado, sua representação, seu comitê e sua escola.
  • Encontre o brasão de armas de seu país e procure incluí-lo no documento. Uma forma interessante é posicioná-lo no canto superior direito. A bandeira do país também dá uma aparência interessante à impressão. Caso sua representação não seja um país, procure a logo oficial da organização.
  • Utilize uma fonte sóbria e limpa, sem floreios. As boas e velhas Arial e Times New Roman cumprem bem essa função.

Procure não utilizar uma fonte muito grande. Muitos delegados aumentam o tamanho da fonte no intuito de “encher” a página, fazendo com que a leitura fique desagradável e que o documento fique feio. Recomendamos o uso do tamanho 12. Lembrando que o DPO pode ter no máximo uma página, ou seja, não há problema se o seu documento não preencher a página inteira.

O que eu escrevo no meu DPO?

Para a maioria dos delegados inexperientes (ou mesmo alguns que já participaram antes), parece complicado colocar no papel as informações coletadas durante os estudos. Um dos enganos mais comuns é tentar utilizar tudo que foi pesquisado, incluindo dados como o número da população, PIB do país e outras informações frequentemente irrelevantes ao restante do texto. Assim, aqui vão algumas dicas sobre elementos a abordar no documento:

  • Breve introdução e abordagem histórica do seu país em relação ao tema. Inclua fatos e ocorrências históricas somente se forem pertinentes ao que será discutido nos comitês. Uma aula de história sobre o país é desnecessária.
  • Explique como o tema do comitê afeta a sua representação.
  • Apresente medidas e políticas adotadas por sua representação no que se refere ao tema, preferencialmente com justificativas para as mesmas.
  • Se possível, inclua citações de líderes de sua representação que sustentem ou ilustrem um ponto abordado no documento.
  • Aponte ações ou pronunciamentos de outros agentes internacionais (países e organizações) com os quais sua representação concorda ou discorda, com justificativas.
  • Mencione as expectativas de sua representação no que diz respeito à resolução e às medidas que devem ser tomadas para solucionar o problema proposto pelo comitê.

“Mas eu preciso colocar tudo isso???”

Não! Sinta-se à vontade para fazer o seu DPO como achar melhor. Essa lista apresenta apenas algumas recomendações para facilitar o trabalho de selecionar informações a inserir no documento. Você pode acatar a todas elas, ou só algumas. O importante é que o documento apresente de forma concisa o posicionamento oficial de sua representação.

Importante: O Documento de Posição Oficial não é algo “por fora” do comitê, ou seja, o DPO também faz parte do “teatro” da simulação! Caso você tenha uma carta na manga, ou um argumento secreto para utilizar somente quando as discussões já estiverem acontecendo, você não é obrigado a escrevê-lo no DPO. Mesmo porque os DPOs poderão ser disponibilizados pela mesa diretora para leitura, caso solicitado.

 

Para que serve o DPO, afinal?

O DPO serve, a princípio, para que todos os presentes nas discussões tenham acesso ao posicionamento oficial de sua representação. Além disso, o documento, caso bem redigido, serve como discurso inicial e de parâmetro para que você não se esqueça dos pontos que deseja defender e abordar durante as discussões.

Outra função importante do DPO é mostrar à mesa diretora o grau de preparo e de consciência da política externa de cada delegado. Assim, fica mais fácil tomar determinadas decisões ou encaminhar os debates de uma forma mais eficiente e proveitosa para todo mundo!

 

Dicas para uma boa redação:

  • Evite palavras demasiadamente complicadas ou obscuras. O DPO não é um desfile de inteligência ou eloquência, portanto faça do seu texto uma leitura agradável e acessível. Optar pelo simples, muitas vezes, é a melhor maneira de transmitir suas ideias com eficiência e segurança.
  • Escreva de forma coesa e coerente. Informações despejadas fora de contexto e um texto cuja linha central é ausente ou pouco percepível são fatores que distraem e tornam difícil a compreensão do documento. Certifique-se de que os dados utilizados em seu DPO estejam lá por um motivo específico, e procure cadenciar o seu texto de forma lógica.
  • Atente à parte estética do documento. Embora pareça bobagem, ter um documento bonito e de aparência realmente “oficial” causam uma boa impressão e despertam no leitor um interesse maior pelo conteúdo.
  • Organize seu texto de forma objetiva. Procure dividir propostas ou assuntos específicos em parágrafos bem definidos. Caso tenha dificuldade em escrever tudo o que quer em apenas uma página, reavalie a importância das informações coletadas e procure manter apenas o que for mais significante.
  • Não tenha medo. Em primeiro lugar, o DPO não vale pontos e não precisa ser apresentado para os outros delegados. O comitê não é uma sala de aula! Portanto, confie em sua própria pesquisa e escreva o que você sabe.
  • Leia e releia seu texto. É muito importante, ao terminar a redação, reler o que você escreveu. Assim, é mais fácil perceber se a estrutura do texto faz sentido e se existe algum trecho confuso.
  • Atente à ortografia e corrija seus erros! Não adianta fazer uma pesquisa excelente e desenvolver bons argumentos, se eles estiverem expostos com erros de concordância, não é?
  • Dedique tempo ao DPO. Qualquer diretor percebe claramente quais delegados se empenharam, quais pediram para que os professores escrevessem e quais nem editaram a cópia que fizeram da Wikipedia. Um documento mal feito transmite uma má impressão.
  • Não deixe o DPO para a última hora! Alguns dias antes do evento, tenha em mãos uma cópia impressa do documento, bem como uma reserva, para o caso de você perder o primeiro.

Aqui, vai um exemplo de um DPO de uma delegação da OACI:

EXEMPLO DPO

Em caso de dúvidas, entrem em contato com a equipe!

Se preparem bem ! Bons estudos!

Equipe OACI

 

Guia de Regras OACI

Senhores delegados!

Enfim, a decolagem do Guia de Regras da OACI está autorizada!

Esperamos que ele esteja fácil para vocês entenderem, especialmente para os delegados que estão participando do MINIONU pela primeira vez! Leiam com atenção, e em caso de dúvidas, não hesitem em entrar em contato, que responderemos assim que possível.

Guia de Regras

Equipe OACI

 

A Convenção de Montreal de 1999

A Organização de Aviação Civil Internacional aprovou, durante uma Conferência realizada em 1999, em Montréal, Canadá, a Convenção para a Unificação de Certas Regras Relativas ao Transporte Aéreo Internacional. Tal convenção também é conhecida como Convenção de Montréal.  Esta convenção veio para unificar e acrescentar novas regras a convenções internacionais de aviação civil assinadas anteriormente, como a Convenção de Chicago de 1944, que deu origem à própria OACI, e também a Convenção de Varsóvia, de 1929.

Delegados, vocês não precisarão de ler toda a Convenção, mas apenas os artigos 18° ao 21°, que vocês poderão utilizar, se quiserem, nas discussões, já que os mesmos tratam da responsabilidade por lesões e danos sofridos por passageiros e cargas à bordo de aeronaves. Como os três tópicos do comitê tratam da segurança de transporte aéreo, fica aí uma dica, se, caso quiserem, de anexar as resoluções aprovadas (se houver alguma aprovada) à esta Convenção. Mas isso é só se quiserem.

Segue o link de uma versão em português da Convenção: http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/OI/ICAO/convencao_1999-PT.htm

Equipe OACI